segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A CONEXÃO CÓSMICA: DNA

Mesmo antes da televisão, os dramas sobre tribunaisatraíram muitos, e ostribunais fizeram história. Caminhamos bastante desde asregras bíblicas "porduas testemunhas será dado o ve­redicto". Detestemunhos oculares, as provas nacorte passaram a ser documentais, forenses e- o que parece ser a sensação domomento, para evidências de DNA.Tendo descoberto que toda a vida é determinada pelosmi­núsculos pedaços doácido nucléico, que transmite a hereditarie­dade e aindividualidade em cadeiaschamadas cromossomos, a ciência moderna adquiriu acapacidade de ler essas letrasentre­laçadas de DNA para distinguir aindividualidade das "palavras" formadas.Usar leituras de DNA paraprovar inocência ou culpa tornou-se o ponto alto dosdramas no tribunal.Um feito sem paralelo da sofisticação de nosso século?Não, um feito dasofisticação do 100º. Século no passado - um drama de tribunalremontando a 10000a.C.O caso ao qual nos referimos ocorreu no Egito, numa épocaem que os deuses, enão os homens, reinavam sobre a Terra; não se referia ahomens, mas aos própriosdeuses. Era relativo aos adversários Seth e Hórus,possuindo suas raízes narivalidade entre os meios-irmãos Seth e Osíris. Seth,conforme lembramos,recorreu à desonestidade para livrar-se de Osíris e assumirseus domínios. Daprimeira vez ele levou Osíris a entrar num baú, que seapressou a selar e atirarnas águas do Mediterrâneo; con­tudo Ísis encontrou obaú e, com a ajuda de Tot,reviveu Osíris. Na outra oportunidade, Seth cortouOsíris em catorze pedaços, eÍsis os reuniu pelo Egito, juntou-os e mumificouOsíris para iniciar a lenda doReino Após-Vida. Entretanto faltou o órgãose­xual do deus, que ela não conseguiuencontrar, já que Seth livrara-se delepara que o deus não tivesse herdeiro.Determinada a dar à luz um filho que pudesse vingar a mortedo pai, Ísis apeloupara Tot, o Guardião dos Segredos Divinos, pedindo que aajudasse. Ao extrair a"essência" de Osíris das partes disponíveis dodeus, Tot ajudou Ísis aemprenhar-se e ter um filho, Hórus.A "essência" (não a semente), agora sabemos, erao que hoje em dia chamamos deDNA - os ácidos nucléicos que formam as cadeiasde cromossomos, cadeias essasdispostas em forma de dupla hélice. No ato daconcepção, quando o esperma­tozóidedo macho penetra o óvulo da fêmea, a cadeiaentrelaça­da separa-se, e uma dasmetades do macho combina-se com uma da fêmeapara formar a nova cadeia dupla dofilho. Dessa forma, não apenas é essencialque se juntem as cadeias de hélicesdu­plas, mas também que se consiga umaseparação - um desenro­lar - das hélicesduplas, e depois que se recombinemutilizando uma parte de cada doador para onovo DNA.As representações pictóricas do Egito Antigo indicam queTot - o filho dePtah/Enki - era conhecedor desses processosgenético-biológicos, e os empregavaem seus feitos genéticos. Em Abidos, umafresco no qual o faraó Seti I faz opapel de Osíris mostra Tot dando a Vida (acruz Ankh) ao deus morto, enquantoobtém para ele as duas correntes distintasde DNA. Numa representação do Livrodos Mortos, que trata do subseqüentenascimento de Hórus, vemos como as duasDeusas do Nascimento que auxiliam Totseguram um cetro de DNA cada uma, tendo acadeia dupla de DNA sido separada deforma que apenas uma delas se recombina coma de Ísis (mostrada segu­randoHórus recém-nascido).Ísis criou o rapaz em segredo. Quando ofilho atingiu idade suficiente, eladecidiu que era tempo de reclamar a herançado pai. Assim, um dia, para surpresade Seth, Hórus apareceu peran­te oConselho dos Grandes Deuses e anunciou serfilho e herdeiro de Osíris. Foi umaafirmação inacreditável, porém não se poderiaignorá-la. Seria aquele jovemrealmente filho de Osíris morto?Conforme gravado no texto chamado de Papiro Chester BeautyNo. 1, oaparecimento de Hórus surpreendeu os deuses da Assem­bléia, enaturalmente Sethmais do que os outros. Assim que o conselho começou adeliberar sobre aafirmação, Seth apresentou uma proposta conciliatória: quecessassem asdeliberações, de for­ma que ele tivesse chance de conhecer Hórus etalvez chegara uma solução amigável. Convidou-o, "Vamos, passe um diaagra­dável em minhacasa", e Hórus concordou. Mas Seth, que já con­seguiraenganar Osíris paramatá-lo, tinha mais traições em mente:Quando a noite chegou,A cama estava posta para eles,E os dois ali deitaram.Durante a noiteSeth deixou seu membro rígido,E o colocou entre as coxas deHórus.Quando a deliberação seguinte recomeçou, Seth deu umanotícia surpreendente.Fosse ou não Hórus filho de Osíris, argu­mentou ele, nãoimportava mais. Agora asemente dele, Seth, estava em Hórus, e aquilo o tornavasucessor de Seth em vezde alguém disputando o poder atual!Em seguida, Hórus fez um anúncio ainda mais surpreenden­te.Não sou eu quemestá desqualificado para o poder, e sim Seth, afirmou ele.Continuou relatandoque não estava verdadeiramen­te adormecido quando Sethderramou seu sêmen. Nãoentrou em meu corpo, explicou ele, porque "eu oapanhei entre minhas mãos". Pelamanhã ele levou o sêmen para mostrar àsua mãe, Ísis, e tiveram uma idéia. Elafez com que o membro de Hórus ficasserígido e ejaculou o sêmen numa xícara.Depois espalhou-­o num pé de alface nahorta de Seth, já que era um dos pratospreferidos deste pela manhã. Sem saber,o anfitrião acabou inge­rindo o sêmen deHórus. Portanto, concluiu Hórus, éminha se­mente que está em Seth, e agora elepode me suceder, porém não mepreceder no trono divino...Embasbacado, o Conselho dos Deuses entregou o assunto paraTot resolver. Usandoseus poderes de sabedoria genética, ele verificou o sêmenque Ísis levara numpote, e descobriu que de fato pertencia a Seth. ExaminouHórus e verificou quenão havia nele qualquer traço do DNA de Seth. Depoisexaminou Seth, e descobriuque ele ingerira o DNA de Hórus.Agindo como um perito forense num tribunal moderno, po­rémevidentemente armadode habilidades técnicas que ainda iremos descobrir, elesubmeteu a análise aosdeuses do Conse­lho. Votaram unanimemente para que o domíniodo Egito fosseentregue a Hórus.(A recusa de Seth em permitir o domínio levou ao quecha­mamos de a PrimeiraGuerra das Pirâmides, na qual Hórus alis­tou, pelaprimeira vez, humanos numaguerra entre deuses. De­talhamos tais eventos em As Guerras de Deuses eHomens).Recentes descobertas em genética esclareceram um antigo,persistente eaparentemente estranho costume dos deuses, e ao mesmo tempoenfatizam suasofisticação biogenética.A importância da esposa-irmã nas regras de sucessão dosdeuses da Mesopotâmia edo Egito, evidente por tudo o que aprendemos até aqui,ecoou também nos mitosgregos relativos a seus deuses. Os gregos chamaram aoprimeiro casal divino quesurgiu do Caos, de Gaia ("Terra") e Urano("Céu"). Deles nasceram doze Titãs,seis machos e seis fêmeas. Oscasamentos cruza­dos e os vários descendentesestabeleceram o clima para aslutas pela supremacia. Depois dos primeirosembates, destacou-se o mais jovemdos Titãs, Cronos, cuja esposa era sua irmã,Rea; seus filhos foram Hades,Posêidon e Zeus, e as três filhas foram Héstia,Deméter e Hera. Embora Zeuslutasse para obter a supremacia, precisou partilhar opoder com seus irmãos. Ostrês dividiram os domínios entre eles - algumas versõesdizem que foi feito umdesenho para isso, muito parecido com o de Anu, Enlil eEnki. Zeus era o senhordo céu (ainda que residindo na Terra, no mon­te Olimpo),Hades ficou com oMundo Inferior; e Posêidon com osmares.Os três irmãos e as três irmãs, todos filhos de Cronos eRea, constituíram aprimeira metade do Círculo Olímpico de doze. A segunda veioquando Zeus ligou-sea uma série de outras deusas. De uma delas, Leto, teve seuprimogênito, o grandedeus grego e romano Apolo. Quando foi a época,entretanto, para ob­ter umherdeiro homem de acordo com as regras de sucessãodos deuses, Zeus procurou asirmãs. Héstia, a mais velha, era idosa demais eestava sempre doente, portantonão se prestava para o casamento e a procriação.Zeus então buscou sua irmã domeio, Deméter, porém, em vez de um filho, ela lhedeu uma filha, Perséfone. Issoabriu caminho para que Zeus casasse com Hera, airmã mais nova; dessa vez sim,ele teve um filho, Áries, e duas filhas (Ilítiae Hebe). Quando os gregos eromanos, que haviam perdido o conhecimento dosplanetas além de Saturno, deramnomes aos planetas conhecidos, assinalaram umdeles, Marte, para Áries, que,embora não fosse o primogênito, era o maisim­portante.Tudo isso reforça a importância da esposa-irmã nos anaisdos deuses. Em matériade sucessão, a questão se apresenta repeti­damente: quemserá o sucessor do trono- o primogênito ou o mais importante, desde que esseúltimo tenha nascido de umameia-irmã e o outro, não? Essa questão parece terse introduzido em nossacorrente de eventos na Terra desde que Enlil juntou-sea Enki neste planeta, e arivalidade continuou com os filhos (Ninurta e Marduk,respectivamente). Nashistórias do panteão egípcio, um conflito por motivossemelhantes ocorreu entreos descendentes de Rá, Seth e Osíris.A rivalidade, que de tempos em tempos terminava em guerrade verdade (Hórus, aofinal, acabou enfrentando Seth em combate singular, noscéus da península doSinai), por todas as narrativas não se iniciou na Terra.Havia conflitossimilares pela sucessão em Nibiru, e Anu não chegou a reinarsem lutas ebatalhas.Como o costume de que uma viúva sem filhos poderia pedirque o irmão do maridoa "conhecesse" como marido substituto paradar-lhe um filho, assim também asregras de sucessão dos anunnaki davamprioridade a um filho nascido de umameia-­irmã, o que influenciou os costumesde Abraão e seus descen­dentes. Nessecaso, o primeiro filho foi Ismael,nascido de Agar, criada de Sara. Porém quandonuma idade incrivelmente tardia,depois de intervenção divina, Sara deu à luzIsaac, este passou a ser oherdeiro legítimo. Por quê? Porque Sara era meia-irmãde Abraão. "Ela éminha irmã, a filha de meu pai, mas não de minha mãe", explicouAbraão(Gênesis 20:12).O casamento com uma meia-irmã tinha precedência entre osfaraós do Egito, comoforma de legitimar o reino e a sucessão. Esse costumetambém era encontrado entreos incas, no Peru, de tal forma que a ocorrência decalamidades durante o reinadoera atribuída ao fato de o rei não ter casado comuma mulher que fosse suameia-irmã. O costume dos incas teve suas raízes nasLendas do Início dos povosandinos, em que o deus Viracocha criou quatro irmãose quatro irmãs que casaramentre si e foram guiados a várias terras. Um dessescasais de meios-irmãosrece­beu um cajado de ouro com o qual pudesse encontraro Umbigo da Terra naAmérica do Sul, e fundou Cuzco (a antiga capital inca).Por esse motivo os reisincas - desde que tivessem nasci­do de uma sucessão decasais de irmãos - podiamalegar linha­gem direta com o deus Viracocha, o Criador.(Viracocha, de acordo com as antigas lendas dos Andes, foium grande deus doCéu que veio à Terra na Antiguidade e esco­lheu as montanhasdos Andes como suaarena. Em Os Reinos Per­didos, nós o identificamos como o deusmesopotâmico Adad= o deus hitita Teshub, e apontamos várias outrassemelhanças, além dos costumesde casamentos fraternos, entre a civilizaçãoinca e as do Oriente Médio.)A persistência do casamento irmão-irmã e a importância,aparentemente fora deproporção dada a esse fato na Antigüida­de, tanto entremortais quanto entre osdeuses, são um assunto intrigante. O costume parece sermais do que uma atitudelocali­zada, como "vamos manter o trono emfamília", e do lado pior lembra umaproximidade perigosa da degradação genética.Por que, então, as coisas que osanunnaki realizavam para conseguir um filho(como exemplo podemos lembrar ossacrifícios que Enki fez para ter um filho comNinmah) com tal tipo de união? Oque havia de tão especial nos genes de umameia-irmã - a filha, va­mos manter emmente, da mãe, mas, definitivamente, nãodo pai?Enquanto procuramos a resposta, vai ajudar reparar emou­tros costumes bíblicosque afetam a questão materna/paterna. É hábitoreferir-se à época de Abraão,Isaac, Jacó e José como a Era dos Patriarcas, equando perguntamos, a maior partedas pes­soas responde que a história narradano Velho Testamento tem sidoapresentada de um ponto de vista orientado pelavisão mas­culina. O fato é que asmães, e não os pais, controlavam o ato que,na visão dos antigos, conferia ostatus de "ser" - o nome dacrian­ça. Na verdade, não apenas uma pessoa, mastambém um lugar, uma cidade,uma terra inteira não chegavam à existência realantes de receber um nome.Essa noção, na verdade, remonta à origem do tempo, pois aabertura da Epopéiada Criação, desejando imprimir no ouvinte que a históriacomeça antes que oSistema Solar estivesse completo, declara que a história deTiamat e os outrosplanetas se iniciaEnuma elish la nabu shamamuQuando nas alturas o céu ainda nãorecebera um nomeShapiltu ammatum shuma la zakratE abaixo, a terra firme (Terra)ainda não fora chamadaE num assunto importante como dar nome a um filho, ou eramos próprios deusesou a mãe que possuíam esse privilégio. Dessa forma descobrimosque quando oselohim criaram o Homo sapiens, foram eles quem deram nome ao novoser" Adão"(Gênesis 5:2). Porém quando o homem adquiriu a capacidadede procriar por si, foiEva, e não Adão, quem teve o direito e o privi­légio dedar o nome de Caim ao seuprimeiro filho homem (Gênesis 4:1), assim como Seth,que substituiu Abel,assassinado (Gênesis 4:25).No início da "Era dos Patriarcas", descobrimosque o privilé­gio de dar nomeaos dois filhos de Abraão foi assumido por seresdivinos. Seu primeiro filho, comAgar, a criada da esposa, foi cha­mado deIsmael por um anjo de Javé (Gênesis16:11); e o herdeiro legítimo, Isaac(Itzhak, "O que causa riso"), recebeu essenome de um dos três seresdivinos que visitaram Abraão antes da destrui­ção deSodoma e Gomorra (porquequando Sara escutou Deus lhe dizer que teria um filho,ela riu; Gênesis 17:19;18:12). Nenhuma explicação é dada na Bíblia em relaçãoaos dois filhos de Isaaccom Rebeca: Esaú e Jacó (simplesmente se afirma que sechamavam assim). Poroutro lado, afirma-se claramente que foi Lia quem deu nomeaos filhos de Jacócom ela e com sua criada, assim como Raquel (Gênesis,capítulos 29 e 30).Séculos mais tarde, depois que os israelitas haviam seestabelecido em Canaã,foi a mãe de Sansão quem lhe deu nome Juízes 13:24); damesma forma ocorreu coma mãe do Homem de Deus, Samuel(Samuel I, 1:20).Os textos sumérios não fornecem esse tipo de informação.Não sabemos, porexemplo, quem deu nome a Gilgamesh - sua mãe, a deusa, ou seupai, o sumosacerdote. Porém a história de Gilgamesh fornece uma pistaimportante para asolução desse enigma: a importância da mãe para determinar aposição hierár­quicado filho.A busca da longevidade dos deuses, como lembramos, ole­vou em primeiro lugaraté as Montanhas de Cedro; porém ele e seu companheiroEnkidu não conseguirampassar pelo guardião robótico e pelo Touro do Céu.Gilgamesh então viajou até oespa­çoporto na península do Sinai. O acesso eraguardado pelos es­pantososhomens-foguete, que apontaram para ele" otemido ho­lofote que varria asmontanhas" cujo "olhar eramorte"; mas Gilgamesh não foi afetado; foi então queum doshomens-­foguete gritou para seu companheiro:Ele que vem,Da carne dos deusesÉ feito seu corpo!Permitida sua aproximação, Gilgamesh confirmou aconclu­são do guarda: de fato,ele era imune aos raios mortais porque seu corpoera feito de "carne dos deuses".Explicou que ele era não apenas umsemideus - era "dois terços divino", porquenão seu pai, mas sua mãeera divina, uma das mulheres anunnaki.Aqui acreditamos estar a chave do enigma das regras desucessão e outrasênfases na mãe. Foi por meio dela que uma "dose dequalificação" extra passavapara o herói ou o herdeiro (fosse anunnaki ouum patriarca).Aquilo não parecia fazer sentido mesmo depois dadescober­ta, em 1953, daestrutura de hélice dupla do DNA e da compreen­sãosobre como as duas metades seseparavam, de forma que apenas uma delas viessedo pai e a outra, da mãe,tornando o filho uma combinação meio a meio entre aherança paterna e materna. Defato, essa descoberta confirmava a explicação dossemideuses, mas desafiava aafirmação de Gilgamesh sobre ser dois terçosdivino.Apenas nos anos 80 tais afirmações começaram a fazersen­tido. Veio com adescoberta de que, além do DNA guardado nas células tantode homens quanto demulheres das hélices duplas contidas nos cromossomos,formando o núcleo celular,havia outro tipo de DNA que flutuava na célula, forado núcleo. Recebeu adenominação de DNA mitocondrial (mtDNA) e descobriu-se queera transmitido apenaspela mãe no estado em que se encontrava, ou seja, sem separtir nem recombinarcom o do pai.Em outras palavras, se a mãe de Gilgamesh era uma deusa,então ele tambémherdara tanto o DNA regular dela quanto o mitocondrial,tornando-se assim doisterços divino.Foi a descoberta dessa existência e a transmissão do DNAmitocondrial quepermitiram aos cientistas, a partir de 1986, traçar umaretrospectiva desde oshumanos modernos até uma "Eva" que viveu naÁfrica há 250.000 anos.No início, os cientistas acreditavam que a única função doDNA mitocondrial eraservir como "usina de força" para a célu­la,produzindo a energia necessária paraa miríade de reações químicas ebiológicas. Porém descobriu-se que esse DNA erafei­to de mitocôndrias contendo37 genes em círculo fechado, como uma pulseira;tal "pulseiragenética" continha cerca de 16.000 pares de bases do alfabetogenético(por comparação, cada um dos cromossomos do núcleo celular, herdadosmetade decada parte do casal, contém por volta de 100.000 genes e agrega mais de3bilhões de pares de bases).Levou mais uma década para se compreender que proble­masna formação ou nofuncionamento do DNA mitocondrial podem causar doençasdebilitantes no corpohumano, especial­mente no sistema nervoso, coração,musculatura, ossos e rins.Nos anos 90, os pesquisadores descobriram quedefeitos ("muta­ções") no mtDNAtambém alteram a produção de trezeproteí­nas importantes, resultando em váriasdoenças graves. Uma lis­tapublicada em 1997 no Scientific American começa com omal de Alzheimer econtinua com uma variedade de alterações na vi­são, audição,sistema muscular,medula óssea, coração, rins e cérebro.Essas doenças genéticas se juntam a uma lista maior dedisfunções e moléstiasque defeitos no DNA nuclear podem cau­sar. À medida queos cientistas decifram ecompreendem o genoma humano - o código genéticocompleto - (uma façanha que sórecentemente foi conseguida para uma bactériasimples), o funcionamento de cadagene (e o outro lado da moeda, o pro­blemacausado pela ausência dele) está setornando conhecido pouco a pouco. Pelo fatode não produzir uma determinadapro­teína, ou enzima, ou outro composto, o generegulando esse as­pecto podeproduzir câncer de mama, obstruir a formação deossos, causar surdez, perda devisão, problemas no coração, ga­nho ou perdaexcessiva de peso, e assim pordiante.O interessante a esse respeito é que encontramos uma listade defeitosgenéticos à medida que lemos os textos sumérios sobre a criação doTrabalhadorPrimitivo por Enki, com o auxílio de Ninmah. A experiência decombinar aslinhagens de DNA dos hominídeos com as dos anunnaki, para criar umnovo serhíbrido, era um processo de tentativa e erro, e os seres produzi­dosinicialmentemuitas vezes não possuíam alguns órgãos ou membros - ou os tinham em excesso. Osacerdotebabilônico Beroso, que no III século a.C. compilou para os gregos ahistória ea sabedoria dos sumérios primitivos, descreve os resultados falhosdoscriadores do homem, afirmando que alguns dos seres "tentativa-e-erro"possuíamduas cabeças num só corpo. Tais "monstros" de fato foramdesenhados pelossumérios, assim como outra anomalia - um ser com apenas uma cabeça,mas doisrostos, chamado Usmu. Foi especificamente mencionado nos textos um serque nãoconseguia segurar sua urina, e uma variedade de outrosfuncionamentosdeficientes, incluindo visão e olhos defeituosos, mãos quetremem, proble­masde fígado e coração e doenças da idade. Um texto chamado Enkie Ninmah: ACriação da Humanidade, além de listar outras disfunções (mãosrígidas, pésparalisados, sêmen gotejante), tam­bém mostrava Enki como um deuscaridoso,que, em vez de des­truir tais seres deformados, encontrava uma vidaútil paraeles.Assim, quando um homem saía com a vista defeituosa, porexem­plo, Enki lheensinava uma arte na qual a visão não fosse essen­cial - aarte de cantar e tocara lira, por exemplo.O texto afirma que, para todos, Enki decretava essa ouaque­la Sina.Depois,então, desafiou Ninmah a experimentar ela mes­ma a engenharia genética.Osresultados se mostraram terríveis: os seres que ela criou possuíam a bocaemlugar errado, cabeça alterada, olhos inchados, pescoço com dores, costelassemfirme­za, pulmões defeituosos, coração com problemas, incapacidade deosintestinos funcionarem, mãos curtas demais para alcançar a boca, e assimpordiante. Mas à medida que as tentativas e er­ros prosseguiam, Ninmahconseguiucorrigir os vários defeitos. Na verdade, ela atingiu um ponto no qualficou tãoconhecedora dos genomas de anunnakis e humanos que se vangloriava depo­derfazer o novo ser tão perfeito ou imperfeito quanto desejasse:Quão bom ou ruim é o corpo de umhomem?Conforme meu coração aconselha,eu posso fazer sua sorte boa ouruim.Também nós atingimos agora um estágio em que podemosinserir ou trocar umdeterminado gene, cujo papel descobrimos, e tentarprevenir ou curar um doença oulimitação. Na verdade, uma nova indústria, abiotecnologia, surgiu, com umpotencial aparentemente ilimitado na medicina (eno mercado de ações). Chegamos apraticar o que chamamos de engenharia genética­a transferência de genes entreespécies diferentes, uma tarefa rea­lizadaporque toda a vida deste planeta,desde a bactéria mais simples até o ser maiscomplexo (homem), todos osorganismos que rastejam, voam, nadam e crescem, sãofruto do mesmo ma­terialgenético - os mesmos ácidos nucléicos que formam a"se­mente" trazida ao nossoSistema Solar por Nibiru.Nossos genes são, na verdade, nossa ligação cósmica.Os avanços na genética se realizam em duas linhasparalelas, porémrelacionadas. Uma é a investigação do genoma humano, afabricação total de um serhumano; isso envolve um código que, embora escritocom apenas quatro letras(A-G-C-T, as ini­ciais dos nomes dados aos quatroácidos nucléicos que formamtodo o DNA), é feito de inúmeras combinações dessasletras, que formam "palavras"que se combinam em "sentenças"e "pará­grafos", para completar por fim o "livroda vida".A outra rota de pesquisa é determinar a função de cada gene; uma tarefaain­damais desafiadora, facilitada pelo fato de que o mesmo gene("palavragenética") pode ser encontrado numa criatura simples (como umabactériaprimitiva ou um rato de laboratório) e essa função pode serexperimentalmentedeterminada, e é virtualmen­te verdadeiro que o mesmo gene emseres humanosteria as mes­mas funções (ou uma ausência das mesmas funções). Adesco­bertados genes relativos à obesidade, por exemplo, foi conseguida dessaforma.O objetivo principal dessa busca pela causa, e, assim, acura, se desdobra emduas partes: encontrar os genes que controlam a fisiologiado corpo e aqueles quecontrolam as funções neuroló­gicas do cérebro. Encontraros genes que controlam oprocesso do envelhecimento, o relógio celular interno- os genes da lon­gevidade- e os que controlam a memória, o raciocínio, ainteli­gência. Experiências comratos de laboratório por um lado e com gêmeoshumanos de outro, além de muitostipos entre esses dois, indicam a existênciade genes e grupos de genes que fazemos dois. Quão tediosa e enganadora podeser essa pesquisa é ilus­trado pelaconclusão da busca de um "gene dainteligência" com­parando gêmeos; ospesquisadores concluíram que devemexis­tir pelo menos 10.000 "locais genéticos"ou "palavrasgenéticas" responsáveis pela inteligência e pelas doençascognitivas, cadaum desempenhando um pequeno papel por si.Em vista de tamanha complexidade, seria de desejar que oscientistas modernosse aproveitassem de um mapa fornecido pelos - sim! - pelossumérios. Osadmiráveis avanços em as­tronomia continuam corroborando acosmogonia dossumérios e os dados científicos fornecidos na Epopéia daCriação: a existência deoutros sistemas solares, órbitas altamente elípticas,retrógra­das,catastrofismo, água nos planetas exteriores... Além deexpli­cações tais como porque Urano orbita "deitado", a origem doCinturão de Asteróides e da Lua, acavidade da Terra de um lado, enquanto oscontinentes estão do outro. Tudo isso éexplicado pela sofisticada narrativacientífica da Batalha Celestial.Então, por que não levar a sério, como um mapacientifica­mente acurado, aoutra parte da narrativa da criação dos sumé­rios -a da criação de O Adão?Os textos sumérios nos informam em primeiro lugar que a"semente da vida"- oalfabeto genético - foi transmitida para a Terrapor Nibiru durante a BatalhaCelestial, há cerca de 4 bi­lhões de anos. Se oprocesso evolucionário em Nibirucomeçou há mero um por cento desse tempo antesque eles viessem para a Terra,ainda assim a evolução lá teve início 40 milhõesde anos antes de iniciar naTerra. Dessa forma, é perfeitamente plausível queesses avançados super-humanos,os anunnaki, fossem ca­pazes de realizar viagensespaciais há meio milhão deanos. Também é plausível que, quando tivessem vindoaqui, encon­trassem na Terraseres de inteligência paralela, ainda no estágiohominídeo.Porém, vinda da mesma "semente", a manipulaçãotransgê­nica era possível, comoEnki descobriu e sugeriu: "O ser quepro­curamos já existe! Só precisamos colocarnossa marca [genética] nele".É preciso presumir que a essa altura os anunnakiestivessem conscientes dogenoma completo dos habitantes de Nibiru, e fos­semcapazes de determinar o mesmono genoma dos hominídeos. Que característicasexatamente teriam Enki e Ninmahescolhido transferir dos anunnaki para oshominídeos? Tanto os textos su­mériosquanto os versículos bíblicos indicam queos primeiros humanos possuíam um poucoda longevidade anunnaki (mas não toda),o casal criador deixou deliberadamente decolocar em O Adão o gene daimortalidade (como a enorme longevidade dos anunnaki,que combinava com operíodo orbital de Nibiru). Por outro lado, que defeitospermaneceramescondidos nas pro­fundezas do genoma recombinado de O Adão?Acreditamos com sinceridade que, se cientistasqualifica­dos estudassem emdetalhes os dados ocultos nos textos sumé­rios,poderiam obter valiosasinformações biogenéticas e médicas. Um casoimpressionante é o da deficiênciachamada de Síndrome de Williams, cujafreqüência é de quase um caso para 20.000nascimentos, sendo que suas vítimaspossuem um QI muito baixo, beirando o deretardados mentais; ao mesmo tempo,po­rém, excelem em algum campo artístico. Umapesquisa recente descobriu queesses "idiotas sábios", como às vezes sãodescri­tos, são assimdevido a uma falha no cromossomo 7, privando a pessoa decerca de quinze genes.Um dos efeitos mais comuns é a incapacidade de que océrebro reconheça o que osolhos enxer­gam - diminuição de visão -, acompanhadacom grande freqüên­cia porum incrível talento musical. Esse é exatamente o casogra­vado no texto sumériodo homem com visão comprometida a quem Enki ensinou acantar e a tocar música.Como O Adão, a princípio, não podia procriar (exigindo queos anunnakiparticipassem com a clonagem), concluímos que, nesse estágio, ohíbrido possuíaapenas os 22 cromossomos bási­cos. Os tipos de doenças,deficiências (e curas)que a moderna biomedicina espera encontrar nessescromossomos são os tiposlistados nos textos de Enki e Ninmah.A manipulação seguinte (ecoa na Bíblia na história de Adãoe Eva no Jardim doÉden) foi a garantia da capacidade de pro­criar - a adiçãodo cromossomo X(feminino) e do cromossomo Y (masculino) aos 22 básicos. Aocontrário das crençasantigas de que esses dois cromossomos não possuem outrasfun­ções que nãodeterminar o sexo, pesquisas recentes revelaram que elesdesempenham funções maisamplas e diversas. Por al­gum motivo isso surpreendeuos cientistas, emparticular no que se referia ao cromossomo Y (masculino).Estudos publicados nofinal de 1997 sob o título de "Coerência Funcionaldo Cromossomo Y Humano"receberam grandes manchetes na imprensa, tais como"Cromossomo Masculino Não ÉDesperdício Genético, Afinal" (New YorkTimes, 28 de outubro de 1997). (Taisdescober­tas tiveram como bônus inesperadoa conclusão de que Adão e Eva vieramdo sudeste da África).Onde foi que Enki - o Nachash - obteve os cromossomos X eY? E qual a fonte deDNA mitocondrial? Existem nos textos sumérios, sugestõesno sentido de que Ninki,a esposa de Enki, desempenhou um papel importante noestágio final da criaçãohumana. Seria ela, decidiu Enki, quem daria o toque final,mais uma herançagenética:A Sorte do recém-nascidotu pronunciarás;Ninki iria ali fixara imagem dos deuses.As palavras ecoam a afirmação bíblica "à Sua imagem eseme­lhança Elohim criouAdão". Na realidade, foi a esposa de Enki, Ninki,mãe de Marduk, a fonte do DNAmitocondrial de "Eva". A importânciadada à linhagem irmã-esposa começa a fazersen­tido; constituía-se em mais umelo para as origens do homem cósmico.Os textos sumérios afirmam que os deuses conservaram a"Vida Eterna" para simesmos, e deram ao homem "Sabedoria",uma série extra de genes da inteligência.Acreditamos ser essa contribuiçãogenética adicional o assunto que os estudiososcha­mam de A Lenda de Adapa.Claramente identificado no texto como "Filho deEridu", o "centro de cultura"de Ea/Enki, em Edin, foi tambémchamado de "filho de Ea" - um resultado, assimcomo sugerem outrostrechos de dados, do próprio Ea/Enki, por uma mulher que nãoera sua esposa.Pela natureza de sua linhagem, assim como por ação deliberada,Adapa foilembrado por muitas gerações como o mais sábio dos homens e foiapelidado de oSábio de Eridu:Naqueles dias, naqueles anos,Ea criou o Sábio de Eriducomo modelo para os homens.Aperfeiçoou uma vasta compreensãopara ele,revelando os segredos da Terra.A ele foi dada Sabedoria;Vida Eterna não recebeu.Esse embate entre Sorte e Destino nos leva ao momentoquan­do o Homo sapienssapiens surgiu; Adapa, também sendo filho de deuses,pediu imortalidade. Comorecordamos da época de Gilgamesh, ela podia ser obtidasubindo para os céus nadireção das habitações dos anunnaki; foi o que Ea/Enkidisse a Adapa. Sem se darpor vencido, Adapa pediu e recebeu o "mapa"para chegar ao local. "Ele fez comque Adapa partisse para o céu, e paralá ele ascendeu". Enki forneceu asinstruções corretas sobre como se aproximardo trono de Anu; porém explicaçõeserradas sobre como comportar-se quando lheoferecessem o Pão da Vida e a Água daVida. Se você os aceitar e partilhar,disse Enki, certa­mente morrerá! Assim,enganado pelo próprio pai, Adaparecu­sou a comida e as águas dos deuses eterminou sujeito ao destino mortal.Porém Adapa aceitou uma roupa que lhe foi trazida eenvol­veu-se nela. Tambémaceitou o óleo que lhe deram, ungindo-se com ele.Portanto Anu declarou que Adapaseria iniciado na sabe­doria secreta dosdeuses. Mostrou a ele o espaço celeste,"do horizonte ao zênite docéu". Seria permitido que retornasse são e sal­vo aEridu, e lá fosseiniciado pela deusa Ninkarrak nos segredos das "doenças queestavamdestinadas à humanidade, as doenças que recaíam sobre os corposdosmortais", e aprenderia a curar tais males.Seria relevante aqui recordar as afirmações bíblicas porparte de Javé aosisraelitas no sopé do monte Sinai. Vagando sem água por trêsdias, atingiram umponto onde as águas não eram potá­veis. Deus apontou paraMoisés uma determinadaárvore e man­dou que a jogasse nas águas, que setornaram potáveis. E Javé disseaos israelitas: "Se obedecerdes às minhasordens, não im­porei sobre vocês asdoenças do Egito. Eu, Javé, serei vossocurador" (Êxodo 15:26). A promessa deJavé de agir como curador do povoescolhido é repetida em Êxodo 23:25, em que éfeita uma referência específica auma mulher que não podia ter filhos. (Essapromessa em particular foi mantidaem relação a Sara e a outras heroínas dasnarrativas bíblicas).Como estamos lidando com uma entidade divina, é seguropresumir que estamoslidando aqui também com cura genética. O incidente com osnefilim, que àsvésperas do Dilúvio descobri­ram que as "filhas de OAdão" eram compatíveis osuficiente para que tivessem filhos juntos,também envolvia genética.Teria sido tal conhecimento de genética, para propósitosde cura, revelado aAdapa ou a outros iniciados ou semideuses? Se assim foi -como? Como poderia ocomplexo código genético ser ensinado aos habitantes daTerra naquela época"primitiva"?Para obter a resposta, acreditamos, temos de procurar entre letras e números.

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